JORNAL DO INCRÍVEL
O FANTASPORTO continua a esmagar-nos a todos com a sua capacidade de imaginar o presente. Além de ir apresentar um número de filmes quase igual a todos os que receberam, consegue ainda a proeza de exibir 87 (oitenta e sete) filmes portugueses. Ora sabendo nós que a produção de longas em Portugal é de cerca de 5 a 7 longas anuais e que as curtas (boas, más e inenarráveis) não excedem 30 ou 40, concluímos ir assistir a um acontecimento semelhante à Dança do Sol, de 1917.
Claro que se houver fiscalização do ICA, pode acontecer algo semelhante ao que se passou o ano passado com a bilheteira, onde o meio milhão de bilhetes anunciados baixou (borlas incluídas, muitas) para menos de 30 mil.
O seu director já perguntou publicamente por que razão não lhe dá o Estado ainda mais dinheiro para montar stands em Cannes e pagar anúncios inúteis e milionários na Variety a autoproclamar-se "O maior festival português".
O que se pode dizer perante todo este delírio?
Fantástico, seria o mínimo...
1 comentário:
Já fui várias vezes ao Fantasporto, e posso dizer que a edição do ano passado foi muito, muito fraquita. O arrogante do Dorminsky faz, ainda por cima, publicidade enganosa, ao dizer que muitos filmes têm estreia mundial no Fantas, quando já se estrearam noutros festivais.
O público adere em massa apenas para assistir ao Fantasporto, porque é um acontecimento mediático, um pouco como ir ver actualmente os Fura dels Baus e aplaudir muito, mesmo sem gostar.
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